Fazer 30 anos me faz querer rever o que fiz da minha vida até aqui. As experiências que tive, algumas dolorosas outras fascinantes... mas todas foram importantes para que eu me tornasse a pessoa de hoje.
Aprendi que mudar causa muito medo e requer muita coragem.
Percebi que vivi um sonho que não era meu por muitos anos e com isso, abdiquei do meu sonho, apenas para tentar conseguir afeto e admiração de alguém que amo.
Aprendi que me desfazer das coisas que conquistei é doloroso, porem se necessário sou forte o bastante para me desapegar.
Aceitei que nunca é tarde para viver o meu verdadeiro sonho e iniciar um novo projeto de vida.
Aprendi que não preciso ter uma religião para ter fé e que se eu acreditar de verdade em alguma coisa ela provavelmente acontecerá.
Aprendi que o comportamento egoísta das pessoas me faz sofrer.
Percebi que assumi e às vezes ainda assumo compromissos que não são meus.
Agradeci por ter realizado tantos objetivos que antes me pareciam tão distantes, e mesmo assim não ter desistido deles.
Percebi que compro muitas brigas que não são minhas e que me machuco muitas vezes com estas intromissões.
Entendi que coisas que me pareciam não importar antes, hoje podem despertar meu interesse.
Entendi que às vezes tenho muita paciência com as pessoas que não conheço bem e pouca (pouquíssima) paciência comigo mesma e com aqueles que amo.
Aprendi que sei um pouco de algumas coisas, mas não sei tudo sobre nada.
Aprendi que a pior situação é a de duvida, e que todas as respostas para meus conflitos devem ser buscadas dento de mim.
Aceitei que mudo de idéia e que nada é permanente.
Aprendi que devo me afastar das pessoas que não me fazem bem.
Aprendi que busco no chocolate o afeto que eu gostaria de receber.
Aprendi que existem pessoas que me acompanharão para sempre, outras que estiveram comigo apenas por um período, mas que todas elas me modificaram que alguma maneira.
Aprendi que a vida é feita de escolhas e que com elas vamos trilhando nosso caminho e que eu sou a única responsável pelas escolhas que eu fizer.
Aprendi que as pessoas infelizmente não nascem com bola de cristal e se eu não disser o que quero, o outro nunca vai adivinhar.
Aceitei que não me conheço por completo e nem sei se um dia isso será possível, pois vivo em constante mudança.
Aceitei que não sou perfeita, nunca fui e não busco esta perfeição ilusória.
Aprendi que é impossível ajudar alguém que não quer ser verdadeiramente ajudado, e estar à disposição e ter paciência para aguardar o chamado da pessoa é o melhor que posso fazer.
Aceitei sem culpa que não é por razão de laços sanguíneos que eu deva obrigatoriamente me afeiçoar e me relacionar com as pessoas, e sim apenas por questões de afinidade.
Aceitei que embora adore viajar e conhecer lugares novos, não tem lugar melhor do que a minha casa.
Aceitei que a idéia da maternidade já não me parece tão distante como era antes.
Agradeci por ter em minha vida meu marido sempre tão companheiro e compreensivo, que me impulsiona a crescer e me faz perder a noção do exato ponto que termino e de onde ele começa.
Aprendi que quando ele me abraça, eu sinto que nada de ruim poderá me acontecer.
Entendi que amar um animal é inerente a mim e é a experiência mais próxima que já tive com o amor incondicional verdadeiro.
Entendi que ver cachorros (ou qualquer outro animal) brincando sempre me faz sorrir.
Compreendi que embora não queira manter sentimento de ódio por ninguém, as pessoas que maltratam animais despertam meu lado mais intolerante e sombrio.
Aprendi que é impossível sanar minha sede por conhecimento.
Aprendi que todos nós temos problemas e que negá-los é o pior deles.
Entendi que minha vida profissional não pode ser a prioridade exclusiva e que devo buscar equilíbrio entre todos os aspectos da minha vida.
Aceitei que sou privilegiada por exercer a profissão que amo e que faço o meu melhor a cada dia, com todo o meu coração.
Entendi que meu maior reconhecimento profissional é acompanhar a evolução de uma pessoa. Não há nada mais recompensador do que isso e é impossível descrever a sensação do que isso significa para mim.
Entendi que durante o meu trabalho minha vida fica adormecida e a única coisa que importa é o universo do outro. E a cada vida que sou convidada a participar, conheço um universo novo e uma maneira nova de enxergar as coisas.
Entendi que cada cliente que vai embora deixa um aprendizado imensurável para mim. Serei eternamente grata a cada um deles por isso.
Aprendi que nem sempre devo usar meu conhecimento profissional nas minhas relações pessoais.
Aprendi que penso demais e que em certas situações o melhor é não pensar e apenas deixar as coisas seguirem o ser curso natural.
Aprendi que mesmo que eu possa me sentir frágil, durante as dificuldades minha força aparece.
Aprendi que o tempo é o melhor remédio para todas as dores.
Entendi que preciso viver mais o momento e me preocupar menos com o passado e o futuro.
Entendi que não existe uma vida feliz, um emprego perfeito ou uma relação sem conflitos e sim momentos felizes ao qual devo estar atenta para aproveitá-los em sua plenitude.
Aceitei que errei muito e continuo errando, mas que o eu preciso tentar aprender sempre com esses erros.
Entendi que em algum momento eu precisei me destruir para que agora eu pudesse me reinventar.
Yona
Blog para reflexao de assustos relacionados com psicanalise e psicopedagogia.
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
NATAL E ANO NOVO
Por muitos anos estive brigada com o Papai Noel e com o tal de “Ano Novo”. Não acho que a troca de presentes, muita comida, muita bebida, votos nem sempre verdadeiros de pessoas distantes e coisas do tipo fossem maneiras interessantes para comemorar estas datas.
Com o tempo compreendi que esses conceitos precisam ser reformulados e que o Papai Noel é um mito importante para a nossa psique, onde nos traz de volta a esperança, tantas vezes adormecida em nós adultos. Sem esperança deixamos de acreditar nas coisas e em nós, deixamos de desejar e de perseguir nossos sonhos.
O Ano Novo pode ser só uma virada no calendário sim, mas podemos aproveitar para fazer dele um momento de reflexão, planejamento e principalmente agradecimento. Agradecimento à vida pelas oportunidades tenham sido elas positivas ou não, mas que de alguma maneira nos transformaram durante o ano que passou.
Yona
Com o tempo compreendi que esses conceitos precisam ser reformulados e que o Papai Noel é um mito importante para a nossa psique, onde nos traz de volta a esperança, tantas vezes adormecida em nós adultos. Sem esperança deixamos de acreditar nas coisas e em nós, deixamos de desejar e de perseguir nossos sonhos.
O Ano Novo pode ser só uma virada no calendário sim, mas podemos aproveitar para fazer dele um momento de reflexão, planejamento e principalmente agradecimento. Agradecimento à vida pelas oportunidades tenham sido elas positivas ou não, mas que de alguma maneira nos transformaram durante o ano que passou.
Yona
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
REFLEXAO: DESABROCHAR
Desabrochar
Esta é a história de uma sementinha muito acomodada e bem juntinha com algumas das suas irmãs. Eram sementes muito novas e imaturas O tema principal das suas conversas giravam à volta de do que lhes iria acontecer, e na realidade nem podiam imaginar o que as esperava.
Um dia chegou a hora da resposta aquelas dúvidas. Chegou um homem e pegou no saco onde elas estavam levando-as para um campo enorme.
Por estranho que parecesse, aquele homem atirou-as para dentro de um buraco feito na terra. E qual não é a surpresa da sementinha quando viu que ele estava a cobrir novamente o buraco, mas pior que isso é que ela estava dentro do buraco!
E assim ali ficou a nossa sementinha no escuro e pouco confortável, tentando habituar-se ao novo habitat e a tentar perceber o que estaria ali a fazer, quando sentiu uma humidade envolver a toda aquela terra.
Começava então uma mudança, e pouco tempo depois a sementinha tinha morrido! Enquanto isso, à superfície tudo parecia igual a antes. Apenas um homem quebrava aquela monotonia, quando ia regularmente accionar o sistema de rega.
Os dias passaram e algo ia surgindo da terra. Já não era a sementinha, mas uma planta ainda de contornos indefinidos. Ela ainda se lembra do dia em que no céu brilhava um sol esplêndido, quando o seu processo de mutação chegara ao fim. A flor finalmente desabrochou, e revelou-se de uma beleza magnifica e admirável. Olhou com orgulho para as suas irmãs que estavam tão lindas quanto ela e soube que tinha cumprido a sua natureza.
O futuro ? Já não importava. Talvez estivesse destinada a compor um lindo ramo de flores que seria ofertado a alguém, talvez fosse para um vaso, ou quem sabe, nunca chegasse a sair daquela terra. O que importava é que tinha atingido a maturidade – já não era a sementinha! Agora era uma flor!
Nesta história (verídica) para ser o que estava destinada, foi preciso deixar a antiga forma morrer para deixa ressurgir a nova. Foi preciso tempo e dedicação, mas o resultado valeu a pena!
Esta é a história de uma sementinha muito acomodada e bem juntinha com algumas das suas irmãs. Eram sementes muito novas e imaturas O tema principal das suas conversas giravam à volta de do que lhes iria acontecer, e na realidade nem podiam imaginar o que as esperava.
Um dia chegou a hora da resposta aquelas dúvidas. Chegou um homem e pegou no saco onde elas estavam levando-as para um campo enorme.
Por estranho que parecesse, aquele homem atirou-as para dentro de um buraco feito na terra. E qual não é a surpresa da sementinha quando viu que ele estava a cobrir novamente o buraco, mas pior que isso é que ela estava dentro do buraco!
E assim ali ficou a nossa sementinha no escuro e pouco confortável, tentando habituar-se ao novo habitat e a tentar perceber o que estaria ali a fazer, quando sentiu uma humidade envolver a toda aquela terra.
Começava então uma mudança, e pouco tempo depois a sementinha tinha morrido! Enquanto isso, à superfície tudo parecia igual a antes. Apenas um homem quebrava aquela monotonia, quando ia regularmente accionar o sistema de rega.
Os dias passaram e algo ia surgindo da terra. Já não era a sementinha, mas uma planta ainda de contornos indefinidos. Ela ainda se lembra do dia em que no céu brilhava um sol esplêndido, quando o seu processo de mutação chegara ao fim. A flor finalmente desabrochou, e revelou-se de uma beleza magnifica e admirável. Olhou com orgulho para as suas irmãs que estavam tão lindas quanto ela e soube que tinha cumprido a sua natureza.
O futuro ? Já não importava. Talvez estivesse destinada a compor um lindo ramo de flores que seria ofertado a alguém, talvez fosse para um vaso, ou quem sabe, nunca chegasse a sair daquela terra. O que importava é que tinha atingido a maturidade – já não era a sementinha! Agora era uma flor!
Nesta história (verídica) para ser o que estava destinada, foi preciso deixar a antiga forma morrer para deixa ressurgir a nova. Foi preciso tempo e dedicação, mas o resultado valeu a pena!
REFLEXAO: A TRANSFORMAÇÃO DA BORBOLETA
A transformação da Borboleta
“A alma é uma borboleta…
há um instante em que uma voz nos diz
que chegou o momento de uma grande metamorfose".
Rubem Alves
A vida das borboletas começa com os ovinhos. Uma borboleta é capaz de pôr até 500 ovos, do tamanho da cabeça de um alfinete. Depois de pôr os ovos, a borboleta morre.
Do ovo, posto numa folha de árvore, nasce uma pequena larva que se alimenta comendo as folhas onde se encontra. A medida que vai comendo, vai crescendo, até transformar-se numa lagarta que começa a produzir uns fios de seda parecidos com uma teia de aranha. Um por um ela vai tecendo esses fios até formar um casulo que fica pendurado num galho.
A lagarta fica dentro deste casulo, que mais parece uma folha seca e morta, pendurada, pronta para cair. Durante este período, ela vai se transformando, ate que, após duas ou três semanas, algo estranho começa a acontecer. O casulo vai sendo rompido, e dali sai uma linda borboleta, movendo todas as partes do seu corpo, para conseguir se libertar.
A lagarta, enquanto estava encolhida no seu casulo, deixou-se transformar numa borboleta para continuar a vida.
A borboleta, bela, colorida, cheia de vida, vai, como que em forma de dança, voando de flor em flor, misturando-se com o colorido e a vida das flores. Como se não bastasse a vida que ela representa, ainda promove a vida, pois na dança, à procura do néctar, a borboleta facilita o contato entre as plantas, realizando a polinização.
A Borboleta é o símbolo da transformação por causa do seu processo de transmutação de lagarta em inseto alado. Suas asas, com desenhos coloridos e perfeitos nos encantam, elas possuem leveza, ritmo de vôo, silêncio e graça ao pousar para se alimentar das flores. Mesmo com sua aparente fragilidade e delicadeza, as borboletas conseguem atravessar oceanos!
É conhecida como “Pássaro da Alma” e nos remete a importância de estarmos conectados com nossa essência, com nosso Ser.
Viva o seu momento presente como um presente e, com a leveza das asas de uma bela borboleta em seu vôo matinal, atravesse todos os oceanos (crises) de sua vida!
Sinta-se merecedor de ser feliz!
“Justo quando a lagarta achava que o mundo tinha acabado ela virou uma borboleta...”
“A alma é uma borboleta…
há um instante em que uma voz nos diz
que chegou o momento de uma grande metamorfose".
Rubem Alves
A vida das borboletas começa com os ovinhos. Uma borboleta é capaz de pôr até 500 ovos, do tamanho da cabeça de um alfinete. Depois de pôr os ovos, a borboleta morre.
Do ovo, posto numa folha de árvore, nasce uma pequena larva que se alimenta comendo as folhas onde se encontra. A medida que vai comendo, vai crescendo, até transformar-se numa lagarta que começa a produzir uns fios de seda parecidos com uma teia de aranha. Um por um ela vai tecendo esses fios até formar um casulo que fica pendurado num galho.
A lagarta fica dentro deste casulo, que mais parece uma folha seca e morta, pendurada, pronta para cair. Durante este período, ela vai se transformando, ate que, após duas ou três semanas, algo estranho começa a acontecer. O casulo vai sendo rompido, e dali sai uma linda borboleta, movendo todas as partes do seu corpo, para conseguir se libertar.
A lagarta, enquanto estava encolhida no seu casulo, deixou-se transformar numa borboleta para continuar a vida.
A borboleta, bela, colorida, cheia de vida, vai, como que em forma de dança, voando de flor em flor, misturando-se com o colorido e a vida das flores. Como se não bastasse a vida que ela representa, ainda promove a vida, pois na dança, à procura do néctar, a borboleta facilita o contato entre as plantas, realizando a polinização.
A Borboleta é o símbolo da transformação por causa do seu processo de transmutação de lagarta em inseto alado. Suas asas, com desenhos coloridos e perfeitos nos encantam, elas possuem leveza, ritmo de vôo, silêncio e graça ao pousar para se alimentar das flores. Mesmo com sua aparente fragilidade e delicadeza, as borboletas conseguem atravessar oceanos!
É conhecida como “Pássaro da Alma” e nos remete a importância de estarmos conectados com nossa essência, com nosso Ser.
Viva o seu momento presente como um presente e, com a leveza das asas de uma bela borboleta em seu vôo matinal, atravesse todos os oceanos (crises) de sua vida!
Sinta-se merecedor de ser feliz!
“Justo quando a lagarta achava que o mundo tinha acabado ela virou uma borboleta...”
SEQUENCIA EMOCIONAL
Seqüência emocional
1- Desejo
2- Frustração
3- Raiva
4- Destruição
5- Culpa
6- Punição
7- Reparação/Sublimação
1- Desejo
2- Frustração
3- Raiva
4- Destruição
5- Culpa
6- Punição
7- Reparação/Sublimação
CONTO: "QUAL O SEU VALOR?"
Conto: Qual o seu valor?
Há muito tempo, numa cidade qualquer do interior, um jovem que vivia desanimado dirigiu-se ao seu professor:
- Venho aqui, professor, porque me sinto tão pouca coisa que não tenho forças para fazer nada. Me dizem que não sirvo para nada, que não faço nada bem, que sou lerdo e muito idiota. Como posso melhorar? O que posso fazer para que me valorizem mais?
O professor, sem olhá-lo, disse-lhe:
- Sinto muito, meu jovem, mas não posso ajudar. Devo primeiro resolver meu próprio problema. Talvez depois. E fazendo uma pausa, falou:
- Se você me ajudasse, eu poderia resolver este problema com mais rapidez e depois talvez possa lhe ajudar.
- Claro, professor - gaguejou o jovem, logo se sentindo outra vez desvalorizado e hesitou em ajudar seu professor. O professor tirou um anel que usava no dedo mínimo deu ao garoto, dizendo:
- Pegue o cavalo e vá até o mercado. Devo vender esse anel porque tenho de pagar uma dívida. É preciso que você obtenha pelo anel o máximo possível, mas não aceite menos que uma moeda de ouro. Vai e volta com a moeda o mais rápido possível.
O jovem pegou o anel e partiu. Mal chegou ao mercado, começou a oferecer o anel aos mercadores. Eles olhavam com algum interesse, até quando o jovem dizia o quanto pretendia pelo anel. Quando o jovem mencionava a moeda de ouro, alguns riam, outros saiam, sem ao menos olhar para ele. Só um velhinho foi amável, a ponto de explicar que uma moeda de ouro era muito valiosa para comprar um anel.
Tentando ajudar o jovem, chegaram a oferecer uma moeda de prata e uma xícara de cobre, mas o jovem seguia as instruções de não aceitar menos que uma moeda de ouro e recusava as ofertas. Depois de oferecer a jóia a todos que passaram pelo mercado, abatido pelo fracasso, montou no cavalo e voltou. O jovem desejou ter uma moeda de ouro para que ele mesmo pudesse comprar o anel, assim livrando a preocupação de seu professor e, assim, receber ajuda e conselhos. Já na escola, diante de seu mestre, disse:
- Professor, sinto muito, mas é impossível conseguir o que me pediu. Talvez pudesse conseguir duas ou três moedas de prata, mas não acho que se possa enganar ninguém sobre o valor do anel.
- Importante o que disse, meu jovem... - o professor disse, sorridente
- Devemos saber primeiro o valor do anel. Pegue novamente o cavalo e vá até o joalheiro. Quem poderia ser melhor para saber o valor exato do anel? Diga-lhe que quer vender o anel e pergunte quanto ele lhe dá. Mas não importa o quanto ele lhe ofereça, não o venda... Volte aqui com meu anel.
O jovem foi até o joalheiro e deu o anel para examinar. O joalheiro examinou o anel com uma lupa, pesou o anel e disse:
- Diga ao seu professor, se ele quer vender agora, não posso dar mais que 58 moedas de ouro pelo anel.
- 58 MOEDAS DE OURO!!! - exclamou o jovem.
- Sim, replicou o joalheiro, eu sei que, com tempo, eu poderia oferecer cerca de 70 moedas, mas se a venda é urgente...
O jovem correu emocionado à escola para contar o que ocorreu. Depois de ouvir tudo que o jovem lhe contou, o professor disse:
- Você é como esse anel, uma jóia valiosa e única. E que só pode ser avaliada por um "expert". Pensava que qualquer um podia descobrir seu verdadeiro valor?
E, dizendo isso, voltou a colocar o anel no dedo.
Todos somos como esta jóia. Valiosos e únicos, andamos por todos os mercados da vida, pretendendo que pessoas inexperientes nos valorizem.
Porém ninguém, além de nós mesmos, sabemos o nosso valor!
Há muito tempo, numa cidade qualquer do interior, um jovem que vivia desanimado dirigiu-se ao seu professor:
- Venho aqui, professor, porque me sinto tão pouca coisa que não tenho forças para fazer nada. Me dizem que não sirvo para nada, que não faço nada bem, que sou lerdo e muito idiota. Como posso melhorar? O que posso fazer para que me valorizem mais?
O professor, sem olhá-lo, disse-lhe:
- Sinto muito, meu jovem, mas não posso ajudar. Devo primeiro resolver meu próprio problema. Talvez depois. E fazendo uma pausa, falou:
- Se você me ajudasse, eu poderia resolver este problema com mais rapidez e depois talvez possa lhe ajudar.
- Claro, professor - gaguejou o jovem, logo se sentindo outra vez desvalorizado e hesitou em ajudar seu professor. O professor tirou um anel que usava no dedo mínimo deu ao garoto, dizendo:
- Pegue o cavalo e vá até o mercado. Devo vender esse anel porque tenho de pagar uma dívida. É preciso que você obtenha pelo anel o máximo possível, mas não aceite menos que uma moeda de ouro. Vai e volta com a moeda o mais rápido possível.
O jovem pegou o anel e partiu. Mal chegou ao mercado, começou a oferecer o anel aos mercadores. Eles olhavam com algum interesse, até quando o jovem dizia o quanto pretendia pelo anel. Quando o jovem mencionava a moeda de ouro, alguns riam, outros saiam, sem ao menos olhar para ele. Só um velhinho foi amável, a ponto de explicar que uma moeda de ouro era muito valiosa para comprar um anel.
Tentando ajudar o jovem, chegaram a oferecer uma moeda de prata e uma xícara de cobre, mas o jovem seguia as instruções de não aceitar menos que uma moeda de ouro e recusava as ofertas. Depois de oferecer a jóia a todos que passaram pelo mercado, abatido pelo fracasso, montou no cavalo e voltou. O jovem desejou ter uma moeda de ouro para que ele mesmo pudesse comprar o anel, assim livrando a preocupação de seu professor e, assim, receber ajuda e conselhos. Já na escola, diante de seu mestre, disse:
- Professor, sinto muito, mas é impossível conseguir o que me pediu. Talvez pudesse conseguir duas ou três moedas de prata, mas não acho que se possa enganar ninguém sobre o valor do anel.
- Importante o que disse, meu jovem... - o professor disse, sorridente
- Devemos saber primeiro o valor do anel. Pegue novamente o cavalo e vá até o joalheiro. Quem poderia ser melhor para saber o valor exato do anel? Diga-lhe que quer vender o anel e pergunte quanto ele lhe dá. Mas não importa o quanto ele lhe ofereça, não o venda... Volte aqui com meu anel.
O jovem foi até o joalheiro e deu o anel para examinar. O joalheiro examinou o anel com uma lupa, pesou o anel e disse:
- Diga ao seu professor, se ele quer vender agora, não posso dar mais que 58 moedas de ouro pelo anel.
- 58 MOEDAS DE OURO!!! - exclamou o jovem.
- Sim, replicou o joalheiro, eu sei que, com tempo, eu poderia oferecer cerca de 70 moedas, mas se a venda é urgente...
O jovem correu emocionado à escola para contar o que ocorreu. Depois de ouvir tudo que o jovem lhe contou, o professor disse:
- Você é como esse anel, uma jóia valiosa e única. E que só pode ser avaliada por um "expert". Pensava que qualquer um podia descobrir seu verdadeiro valor?
E, dizendo isso, voltou a colocar o anel no dedo.
Todos somos como esta jóia. Valiosos e únicos, andamos por todos os mercados da vida, pretendendo que pessoas inexperientes nos valorizem.
Porém ninguém, além de nós mesmos, sabemos o nosso valor!
FILMES
Indicação de filmes para assistir e analisar:
- Poder alem da vida
- Encaixotando Helena
- Que mulher é essa?
- A onda
- A Vila
- Um crime americano
- A Flor do deserto
- Veronica decide morrer
- O discurso do rei
Yona
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