domingo, 3 de junho de 2018

11 lições que aprendemos quando somos pais

A decisão talvez seja uma das maiores de toda a nossa vida. Tornar-se criador, responsável pela inserção de um pequeno ser à sociedade é, certamente, um trabalho árduo, e ainda assim, subestimado. Mas as recompensas surgem a cada dia, brotam de cada novo aprendizado, a todo minuto. O aprendizado torna-se recíproco. Não sabemos ser pais, eles não sabem ser filhos. Ensinamos um ao outro. Aqui vão 11 dessas grandiosas lições que aprendemos quando nos tornamos pais:
1. Valorizar os detalhes
Passamos a enxergar a grandiosidade de um pequeno balbucio e de uma bela noite de sono. O retorno de todo o trabalho se mostra nessas pequenezas, e é o que basta. O aconchego de qualquer dia cansativo de trabalho está naquelas boquinhas banguelas e risonhas, e nos olhos abrilhantados de admiração por nós.
2. Tornar-se educador
Mais do que educar o pequeno, passamos a policiar a nós próprios o tempo todo também. Qualquer ato, antes normal, passa a ser notado minuciosamente como possível exemplo de comportamento aos pequenos.
3. Conhecer a si próprio
Observar o crescimento de um filho é reviver as próprias trilhas. Encaramos nosso reflexo, que agora corresponde aos estímulos do mundo e, muitas vezes, somos obrigados a confrontar nossos maiores defeitos.
4. Descobrir um novo modo de amar
Amar esses pequenos é algo totalmente inédito. É como amar a si próprio, com um milhão de novas qualidades e particularidades. É aprender a conciliar todos os receios à confiança que eles nos passam. Amá-los nos torna invencíveis, como se fôssemos capazes de abraçar o mundo inteiro em um ser.
5. Aprender sobre coisas inimagináveis
O nome de cada criatura mágica da floresta, a pronúncia do nome dos dinossauros, tudo aquilo que aprendemos na aula de matemática na época da escola – e dizíamos que jamais usaríamos novamente. Chega o momento do nosso interesse voltar-se a todo esse universo. Tudo para nos inteirarmos do mundo deles, para poder indicar o caminho. Acabamos descobrindo que a vida adulta ignora e desdenha dos deleites da simplicidade.
6. Tornar-se mais empático
Nossa percepção aumenta diante de situações complicadas para outros aventureiros nesse mundo da paternidade e maternidade. Nossa capacidade de compaixão aumenta. Há uma grande rede de apoio entre pais e mães, sempre preocupados não apenas com o bem-estar da própria cria, como dos outros também. Passamos a compreender e não julgar os obstáculos pelos quais os outros passam, pois um dia também estivemos lá, fomos nós.
7. Especializar-se em diversas áreas
Não nos subestimem! Ser pais nos torna uma verdadeira enciclopédia ambulante. Somos especialistas em nutrição, física e qualquer outra área que se colocar no caminho da parentalidade. Preparamo-nos ao máximo para estarmos sempre prontos quando a criação de nossos pequenos for questionada.
8. Comunicar-se através dos sentidos
Os gestos e ações se sobressaem na interação com os pequenos. Desde os primeiros meses, quando toda a fala nasce nos olhos e perdura nos beijos em machucados da infância e nos abraços de consolo da adolescência.
9. Compreender nossos pais
Entendemos que pais não são super-heróis, nem detentores da verdade absoluta. São só pessoas, assim como nós, conciliando as tarefas de conhecerem a si próprios e de criarem outro ser humano.
10. A imaginação é sagrada
A raridade da infância guarda a capacidade de criar. Notamos que os pequenos são verdadeiros artistas e criadores, assim como nós. A diferença é que eles conseguem ressignificar e entreter-se por horas com objetos simples ao nosso olhar.
11. Confrontar os próprios limites
Lidar com a privação do sono, as dores do pós-parto, a preocupação durante o passeio com os amigos e conciliar tudo isso com a própria vida. Aprendemos no ato a nos recompor, a amanhecer renovados com o sol. Quando pensamos estar atingindo o ponto máximo, descobrimos que ainda havia muito mais, que o limite não chega, está longe.

E que continue se distanciando sempre mais, pois o espetáculo do nascimento de um ser humano não deixa margens para o descanso.

Por eles, por nós.




Retirado www.leiturinha.com.br

quarta-feira, 30 de maio de 2018

Vida



Várias vezes ouvi relatos de pessoas que transformaram as suas vidas após terem tido experiencias de quase morte. Algumas precisavam, outras mereciam uma segunda chance.... fato é que ninguém passa por essa experiencia ileso.

Até que aconteceu comigo, e junto com a experiencia veio a tal transformação profunda. Por um breve momento tudo ficou escuro e vazio, mas então a vida voltou ao normal. Tudo seguiu sua rotina. Mas eu não voltei a ser a mesma, nem poderia voltar a ser.

Não tem como passar por algo assim e não se modificar. Não colocar as coisas na balança da vida. Tudo fica diferente. A forma de ver as coisas não é mais a mesma. As prioridades são diferentes. As relações se modificam.

A gente percebe de uma vez por todas que é só o momento que importa... e nada mais. E compreende a preciosidade do tempo. Tempo de qualidade! A gente agarra o tempo com as duas mãos, com muita força e aprende a não jogar fora com o que não vale a pena.

E a vida passa a ser vivida. Sem pressa e sem desperdício.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

O Cachorro

Um cachorro não se importa com o valor do seu salário, não liga pra sua roupa, não tira extrato bancário, não sabe o que é dinheiro, viagens pro estrangeiro, nem quer morar em mansão, ele só quer o seu carinho e quem sabe um cantinho dentro do seu coração…
Eu nunca vi um cachorro desmatando uma floresta, maltratando seu planeta e pouco que lhe resta, não polui rio nem mar, nem tampouco vai marchar pra começar uma guerra, por dinheiro ambição, racismo, religião ou um pedaço de terra, duvido ter um cachorro envolvido em mensalão, se envolvendo em lava-jato ou latindo em delação, discursando numa praça contra sua própria raça, raciocine, eu lhe peço, não tem bicho investigado, muito menos condenado nos canis lá do congresso…
Sem diploma, sem estudo, é mestre professor da mais bela disciplina, a matéria do amor, e o homem mesmo estudado, vive sendo reprovado e não aprende a lição que é tão simples entender, basta a gente perceber, como é que vive um cão… uma vida que é tão breve, por isso talvez a pressa, a urgência de amar, já que amar é que interessa se doar sem querer troco, ser feliz mesmo com pouco, e a humanidade sofrendo, mesmo assim não compreende, peleja mas não aprende o que um cão nasce sabendo que amor tem 4 letras e por certo 4 patas, não diferencia ouro ou um pedaço de lata, não fala, não sabe ler, mas diz tudo pra você com o poder de um olhar, tão puro e tão leal, tem o dom especial de sempre nos perdoar..
Por isso que eu nunca vou entender a tamanha pretensão de um homem que se diz mais sabido que um cão, em nossa sociedade, infestada de vaidade e sentimentos banais, pro homem poder crescer precisaria nascer igualzinho aos animais.
Autor: Braulio Bessa

Melhor explicação que já tive contato para definir esses seres tão especiais.....

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Feliz ano novo....adeus ano velho!

O término do ano sempre nos faz refletir sobre os fechamentos dos ciclos. Esse ano consegui fechar alguns importantes.....

Um experiencia que fiz em 2017 foi anotar todos os dias do ano, do dia 1/1/17 ao dia 31/12/17 uma coisa boa que tivesse acontecido no meu dia. Não foi uma tarefa fácil. Teve dias que foi difícil escolher uma dentre tantas coisas boas que tinham acontecido, mas teve dias que foi difícil encontrar uma coisa boa.....porem em todos eu encontrei. Mesmo naqueles dias que pareciam impossível tirar algo de bom, eu tirei.

Essa experiencia me fez observar na pratica que tudo tem um outro lado e algum significado. Nada deixa de nos trazer algum aprendizado.

Esse ano de 2017 para mim termina com leveza, sem explicação racional, simples assim. Eu escolhi me importar menos e criar menos expectativas. Ao mesmo tempo estou aprendendo a valorizar as coisas positivas. Pronto..... Simples atitudes que mudaram tudo.

Espero que para você, esse ciclo se feche com algum aprendizado.

E que venha novos ciclos!Que venha 2018!

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

SPA

Síndrome do Pensamento Acelerado (SPA)

Augusto Cury definiu essa síndrome, que de forma muito simplificada, seria o vício em pensar. Pensar é benéfico e importante, mas é prejudicial pensar demais, com excesso de informações e preocupações. Estima-se que a SPA atingi cerca de 80% da população

Nossos pensamentos são construídos a partir das informações arquivadas na nossa memória e pelo autofluxo. A memória é um produto de carga genética, do ambiente e das nossas experiencias. O gatilho da memória é acionado quando entramos e contato com estímulos extrapsíquicos, intrapsíquicos ou orgânicos. Esses estímulos são checados em bilhões de dados com uma rapidez surpreendente e abrem-se janelas de memória, que são áreas de leitura da memória em um determinado momento. Essas janelas podem ser neutras, traumáticas ou prazerosas, dependendo do conteúdo emocional envolvido.
O autofluxo é um fenômeno do inconsciente, que produz pensamentos sem a autorização do consciente.

Causas da SPA:
- Excesso de: informação, atividades, trabalho intelectual, preocupação, cobrança, uso de celulares, uso de computadores, etc

Sintomas da SPA:
- Ansiedade
- Mente inquieta ou agitada
- Insatisfação
- Cansaço exagerado
- Sofrimento por antecipação
- Irritabilidade
- Impaciência
- Tédio
- Dificuldade em lidas com pessoas lentas
- Dificuldade em lidar com frustrações
- Dor de cabeça
- Dor muscular
- Dificuldade de concentração
- Déficit de memoria
- Transtorno do sono

Níveis da SPA:
- 1º nível : viver distraído (a pessoa parece não estar ouvindo, move repetidamente os dedos, mãos ou pernas)
- 2º nível: não desfrutar a trajetória (a pessoa não desfruta do processo, tem o foco no ponto final)
- 3º nível: cultivar o tedio ( a pessoa fica inquieta, tem dificuldade imensa em lidar com a rotina e costuma achar os outros superficiais)
- 4º nível: não suportar os lentos ( o sujeito fica irritado ao conviver com pessoas vagarosas, perde a paciência com as pessoas que não seguem o seu ritmo)
- 5º nível: preparar as férias 10 meses antes (fica impaciente no transito, planeja exaustivamente as férias, mas quando esta acontece, não relaxa e não aproveita)
- 6º nível: ansiar pela aposentadoria (qualquer coisa a irrita, esta viciado em batalhas)

Consequências da SPA:
- Insatisfação crônica, reclamação frequente, irritabilidade, impaciência, déficit de motivação, dificuldade para sentir prazer, não reconhecer as próprias qualidades e dificuldade para elogiar.
- Imaturidade, desanimação, comportamento autoritário, não reconhecer os erros e não pedir desculpas.
- Fragilidade emocional, dificuldade em lidar com a crítica, hipersensibilidade, preocupação exagerada com a imagem social.
- Doenças psicossomáticas: hipertensão, taquicardia, queda de cabelo, etc
- Criatividade comprometida, pois pensar excessivamente bloqueia a imaginação.
- Desempenho intelectual global comprometido, pois afeta o processo de observação, assimilação, resgate e organização de dados.
- Dificuldade em manter relações sociais devido a impulsividade, baixo nível de paciência, debater ideias e desenvolver empatia.

 SPA x TDAH
Infelizmente, é bastante comum profissionais da área da saúde confundirem SPA com TDAH. E a cultura do diagnóstico a todo custo, gera interpretações erradas. O diagnóstico certeiro orienta condutas do tratamento, mas quando é equivocada rotula e aprisiona o paciente.
No TDAH existe o fator genético e os sintomas se manifestam na infância. Pode ser indicado tratamento medicamentoso.
No SPA a agitação é construída aos longos dos anos e é causado pelo excesso de estimulação. Não existe alteração metabólica e a falha é funcional e social. O indivíduo tem dificuldade em pensar nas consequências e gerenciar pensamentos.

Tratamento do SPA:
O tratamento para o SPA demanda atribuir atividades lentas e lúdicas, ouvir músicas tranquilas, tocar instrumentos, pintar, praticar esportes, fazer teatro. Não deve ser ingerido ritalina ou outras drogas
É necessário desenvolver a autonomia, ser livre para pensar, libertar o imaginário. Aprender a gerenciar o sofrimento por antecedência e pensar no futuro apenas para a criação de metas.  

Mais informações no livro "Ansiedade-como enfrentar o mal do século" de Augusto Cury

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Diferença entre psicopedagogia e franquias de método próprio.


É comum ser confundido pelas famílias o trabalho psicopedagógico com o de instituições de método próprio, realizado por franquias conhecidas.  A diferença é total e um trabalho não exclui o outro. Em alguns casos a conciliação de ambos os trabalhos funciona e é indicada. Vou tentar esclarecer...

A psicopedagogia é uma área de trabalho de estudo de aprendizagem, normal e patológica. É indicado para todos. A metodologia da intervenção psicopedagógica acontece principalmente através de materiais lúdicos, como jogos por exemplo, pois estimulam a criatividade, habilidades logicas, estratégias, leitura, compreensão e interpretação. Com atividades que auxiliem o indivíduo a desenvolver competências que ampliem a confiança em sua capacidade de aprender, respeitando cada modalidade de aprendizagem própria. Compreendendo o modo particular do aluno aprender e traçando estratégias para construir e reconstruir conhecimentos.

As franquias com sua metodologia própria, em sua maioria usam o método de repetição, com o foco na autonomia dos estudos. Onde um único método é aplicado a todos.


Em um local o objetivo é aprender com o erro e no outro é não errar. Não é a mesma coisa! Então fica a critério da família escolher o que considera como objetivo mais importante para o desenvolvimento da criança e determinar qual das duas metodologias faz mais sentido para o que busca e para o que o aluno necessita. 

terça-feira, 18 de julho de 2017

Como funciona a memória?

Como funciona a memória?

A memória é uma função cognitiva que capacita o ser humano a armazenar e resgatar informações que chegam ao sistema nervoso através dos sentidos ou desenvolvidas pelo córtex em resposta aos estímulos recebidos.

É classificada em:
1)      Memória declarativa: guarda os fatos, acontecimentos e conceitos. Depende muito da atenção e do desejo. É subdividida em:
- Curto prazo: localizada no córtex cerebral. É o breve armazenamento dos estímulos e capacidade de manter informações de forma temporária. Ocorre perda da informação rapidamente a não ser que esteja acompanhada de emoção ou sentimento.
- Longo prazo: é o armazenamento relativamente permanente da informação na memória de curto prazo.
- Memória episódica: permite lembrar experiencias pessoais vividas num contexto próprio.
- Memória semântica: armazenamento de conhecimento do mundo ao nosso redor.

2) Memória de procedimento: é necessário a pratica para armazenar o conhecimento. Uma vez adquirida a habilidade, não é necessário a atenção adequada enquanto a atividade está sendo executada. Depende de uma grande interação com o emocional e com as atividades motoras automáticas.

Aprender é guardar na memória os diferentes detalhes que o estimulo apresentado nos oferece e depende do interesse que desperta, da capacidade de atenção, da existência de um córtex integro, da presença de um sistema de associação e integração, de conhecimentos pré-existentes, da adaptação emocional e das condições orgânicas.

Quando não há déficit intelectual e mesmo assim há dificuldade em memorizar, há cinco possibilidades:
1)      Carência cultural, o que necessita de muita leitura para resolver.
2)      Falta de interesse, devendo ser resolvido através de treino como ler em voz alta, escrever o que estuda, etc.
3)      Distúrbio emocional onde o tratamento é psicoterápico.
4)      Estresse, onde o estilo de vida deve ser reavaliado e alterado.
5)      Idade avançada, onde o tratamento é preventivo, com atividades que protejam os neurônios, como leitura e conhecer lugares e pessoas novas.


Não existe medicação para melhorar a memória. A relação entre memorizar e significar o que se precisa memorizar estão juntas.